Como escolher uma psicóloga infantil para o meu filho?
- Carolina Bittencourt

- 12 de mar.
- 2 min de leitura
Esta é uma das perguntas mais cruciais que os pais podem fazer, especialmente em um contexto de alta exigência, como o que vivemos hoje. Escolher o profissional que cuidará da saúde emocional do seu filho exige olhar além do currículo; exige observar a postura clínica e a metodologia.
Aqui está uma orientação baseada no rigor da Gestalt-terapia e na prática clínica para ajudar nessa decisão:
1. Verifique a Especialização na Abordagem
A psicologia não é uma ciência única; existem diferentes formas de trabalhar. Para crianças e adolescentes, a Gestalt-terapia (baseada em autores como Luciana Aguiar e Violet Oaklander) é particularmente eficaz porque não foca apenas no "comportamento problema", mas na criança como um todo.
Pergunte: "Como você trabalha as emoções e o autossuporte da criança?" Um bom profissional deve saber explicar como ajuda o seu filho a se tornar mais consciente e seguro de si, em vez de apenas prometer "corrigir" o comportamento.
2. O Papel da Orientação aos Pais
Fuja de psicólogos que "fecham a porta" e só falam com você a cada três meses. Na clínica infantil moderna, a família é o campo onde a criança vive.
O Diferencial: O psicólogo deve oferecer sessões de orientação parental. Como nos ensina a teoria de campo, se mudamos o ambiente, facilitamos a mudança da criança. O profissional deve ser um aliado da família, ajudando os pais a traduzirem os sinais que o filho emite.
3. Foco no Rigor Científico vs. Acolhimento
Um bom psicólogo infantil equilibra o acolhimento caloroso com o rigor técnico.
Observe: Se o profissional baseia as intervenções em teorias sólidas e evidências (como o estudo do desenvolvimento socioemocional e neurociência), ele passará mais segurança. O psicólogo precisa dominar ferramentas para lidar com a ansiedade de desempenho.
4. A Aliança Terapêutica (O "Santo Batendo")
A técnica é fundamental, mas o vínculo é o que cura. A criança precisa se sentir segura para ser ela mesma, sem medo de julgamento.
Dica: Observe se o seu filho se sente à vontade e se o psicólogo demonstra uma "autoridade silenciosa" — aquela presença que transmite segurança sem precisar de imposição.
5. Clareza sobre o Processo
O melhor profissional é aquele que é transparente. Ele deve ser capaz de explicar o plano terapêutico:
Como será o início (avaliação)?
Como será o meio (intervenção)?
Quais são os critérios para a alta (integração e autonomia)?
Conclusão: O melhor psicólogo para o seu filho não é aquele que promete uma "criança perfeita", mas aquele que devolve ao seu filho a espontaneidade e a capacidade de lidar com as próprias dificuldades de forma saudável.
Se você sente que o comportamento do seu filho está sinalizando uma sobrecarga que a família não está conseguindo manejar sozinha, este é o momento de buscar esse suporte especializado.




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