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CONTEÚDOS SOBRE DESENVOLVIMENTO INFANTIL
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Quando o comportamento da criança não é só da criança: o papel do psicólogo na parceria com a escola
Na rotina escolar, é comum que determinados comportamentos chamem atenção: agitação constante, dificuldades de adaptação, explosões emocionais, retraimento, conflitos repetidos. Muitas vezes, a pergunta que surge é direta: “Isso é um caso clínico?” Nem tudo que incomoda é, necessariamente, um transtorno. Nem tudo que se repete indica um problema individual da criança. Em muitos casos, o comportamento é menos um “sintoma isolado” e mais uma expressão do campo escolar: das rela

Carolina Bittencourt
há 53 minutos2 min de leitura


Nem toda dificuldade precisa de correção: às vezes seu filho só precisa de espaço
Na clínica infantil contemporânea, é cada vez mais comum que comportamentos esperados do desenvolvimento sejam rapidamente interpretados como sinais de problema. A angústia adulta diante do choro, da frustração ou da instabilidade emocional da criança frequentemente gera uma demanda por intervenção imediata. No entanto, nem toda dificuldade indica a necessidade de correção. Algumas sinalizam, justamente, a necessidade de espaço. A partir da Gestalt-terapia e da teoria do sens

Carolina Bittencourt
há 2 horas2 min de leitura


Expressar não é só desabafar: quando a emoção encontra um adulto pra ouvir, algo muda
Existe uma ideia bastante difundida quando falamos de emoções na infância: a de que a criança precisa “colocar tudo para fora”. Gritar, chorar, bater, descarregar. Como se a simples expressão emocional fosse, por si só, suficiente para produzir alívio e transformação. Na clínica infantil, essa crença merece ser olhada com mais cuidado. Nem toda expressão organiza. Nem toda descarga transforma. Quando expressar vira apenas repetição A criança expressa o que sente desde muito c

Carolina Bittencourt
há 4 dias3 min de leitura


Nem todo brincar é terapêutico: o que transforma uma brincadeira em terapia
Nem todo brincar é terapêutico: o que transforma uma brincadeira em terapia Na psicoterapia infantil, o brincar ocupa um lugar central. No entanto, existe uma confusão frequente, tanto entre pais quanto entre profissionais iniciantes, de que qualquer forma de brincar, por si só, já seria terapêutica. Essa ideia, apesar de bem-intencionada, empobrece o entendimento do que realmente promove mudança na clínica com crianças. Brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil.

Carolina Bittencourt
há 5 dias3 min de leitura
Mudar o comportamento significa que a terapia deu certo?
Mudar o comportamento significa que a terapia deu certo? Uma das expectativas mais comuns quando pais procuram psicoterapia infantil é a mudança visível de comportamento. Espera-se que a criança fique mais calma, mais obediente, menos reativa, mais concentrada ou mais adaptada às regras do ambiente escolar e familiar. Mas... mudar o comportamento significa que a terapia deu certo? Embora compreensível, essa expectativa revela um equívoco clínico importante: confundir resultad

Carolina Bittencourt
há 6 dias3 min de leitura


A criança não muda quando entende: muda quando vive algo diferente
Durante muito tempo, a clínica infantil foi atravessada pela expectativa de que a criança precisa compreender racionalmente o que sente para então conseguir mudar seu comportamento. Essa lógica, herdada de modelos mais interpretativos e adultocêntricos, ainda aparece com força em pedidos comuns: “explica pra ele”, “faz ela entender”, “conversa para ver se aprende”. Na prática clínica com crianças, porém, esse caminho costuma produzir pouco efeito, ou, em alguns casos, aumenta

Carolina Bittencourt
há 7 dias3 min de leitura
Mas só brincar de João Bobo é fazer terapia?
Mas só brincar de João Bobo é fazer terapia? Bem… depende! Na psicoterapia gestáltica com crianças, o brincar não é um passatempo, nem uma estratégia para distrair ou “gastar energia”. Brincar é a forma privilegiada de a criança entrar em contato consigo mesma, com o outro e com o mundo. É linguagem, é ação, é corpo em relação. Quando uma criança empurra, soca ou derruba um João-bobo em sessão, o que está em jogo não é o objeto em si, mas a experiência que se organiza naquele

Carolina Bittencourt
26 de jan.2 min de leitura
Queria que meu filho fosse diferente.
No consultório, muitos pais chegam dizendo que querem ajudar o filho a “melhorar”. Melhorar o comportamento, o rendimento escolar, as explosões emocionais, a dificuldade de lidar com frustrações. Até aqui, estamos falando de sofrimento real: da criança e da família. Mas, em alguns casos, com o tempo, algo fica claro: o pedido não é exatamente que a criança sofra menos. O pedido real é: queria que meu filho fosse diferente. Menos intensa. Menos sensível. Menos barulhenta .Meno

Carolina Bittencourt
22 de jan.2 min de leitura


Por que as crianças não são forçadas a falar na terapia?
Uma das dúvidas mais comuns de quem procura terapia para o filho é: “Mas se meu filho não fala na sessão, a terapia está funcionando?”. A resposta é sim, e não apesar disso, mas justamente por isso. Na terapia com crianças, falar não é o ponto de partida; muitas vezes, é uma consequência do processo. Mas, por que as crianças não são forçadas a falar na terapia? Diferente dos adultos, as crianças ainda estão construindo recursos para nomear o que sentem. Elas vivem emoções int

Carolina Bittencourt
21 de jan.2 min de leitura


Diagnóstico infantil: o que isso realmente significa na terapia do seu filho?
Diagnóstico infantil: o que isso realmente significa na terapia do seu filho? Quando uma criança chega à terapia, é comum que os adultos estejam angustiados em busca de uma resposta rápida. “Ele tem alguma coisa?” “É TDAH?” “É emocional?” “Precisa de diagnóstico?” Essas perguntas fazem sentido. Elas nascem da preocupação, do cansaço e, muitas vezes, do medo de estar falhando como mãe ou pai. Mas, na clínica infantil, é importante esclarecer uma coisa desde o início: diagnósti

Carolina Bittencourt
19 de jan.2 min de leitura


O que fazer nas férias com as crianças em casa: 5 atividades simples e possíveis
O que fazer nas férias com as crianças em casa. As férias escolares costumam trazer uma dúvida comum para muitas famílias: o que fazer com as crianças em casa durante esse período? Existe uma expectativa silenciosa de manter os filhos ocupados o tempo todo, como se o tempo livre fosse um problema. No entanto, férias também são pausa, desaceleração e mudança de ritmo — experiências fundamentais para o desenvolvimento emocional das crianças. Pensando nisso, reunimos cinco ativi

Carolina Bittencourt
13 de jan.3 min de leitura
Criança precisa mesmo de terapia?
Mas criança precisa mesmo de terapia? Criança precisa mesmo de terapia? Essa é uma das perguntas mais comuns feitas por pais e responsáveis, e também uma das mais difíceis de responder de forma simples. Geralmente, ela aparece acompanhada de outras dúvidas: “Será que é exagero?” “Isso não passa com o tempo?” “Não estou patologizando meu filho?” A verdade é que essa pergunta raramente surge do nada. Ela costuma aparecer quando algo já não vai bem. Quando os pais começam a se p

Carolina Bittencourt
2 de jan.3 min de leitura
Por que iniciar a terapia de crianças durante as férias?
Muitos pais e mães pensam que a terapia de crianças durante as férias devem ser interrompidas. Mas eu gostaria de te propor uma reflexão a esse respeito. É comum que pais associem as férias a um período de descanso absoluto, no qual qualquer compromisso estruturado, inclusive a psicoterapia, pareceria inadequado ou excessivo. No entanto, do ponto de vista do desenvolvimento emocional infantil, as férias não representam uma pausa do funcionamento psíquico, mas uma mudança sign

Carolina Bittencourt
19 de dez. de 20253 min de leitura
Por que meu filho adolescente se compara tanto?
Sabe por que tantos adolescentes ficam mais inseguros agora, no fim do ano? Porque esse período muda completamente o “clima emocional” ao redor deles. É como se tudo ao redor começasse a pedir comparação: notas, fotos, festas, viagens, corpos, conquistas, balanços. E quando esse ambiente fica mais barulhento, eles passam a se olhar com mais dureza. Na Gestalt-terapia, a gente entende isso de um jeito muito simples: quando o olhar do grupo cresce, a fronteira entre “quem eu so

Carolina Bittencourt
12 de dez. de 20252 min de leitura
O que fazer quando meu filho erra? Quando já explicamos diversas vezes e a criança continua errando.
Errar não é um comportamento a ser eliminado. É um processo natural de desenvolvimento, especialmente na infância, quando as funções executivas, a autorregulação e o pensamento lógico ainda estão em construção. O que muitas vezes interpretamos como “desobediência” pode ser, na verdade, uma combinação de imaturidade, impulsividade típica da fase e falta de repertório emocional. E isso tem implicações profundas na forma como cuidamos. Por que a criança erra? Um olhar do desenvo

Carolina Bittencourt
26 de nov. de 20252 min de leitura
Como falar com meu filho adolescente?
Conviver com um adolescente é entrar num universo cheio de emoções intensas, dúvidas, pressões e descobertas. No consultório, percebo como alguns lembretes simples fazem diferença enorme no dia a dia deles — e ajudam a organizar tudo aquilo que parece confuso demais por dentro. Aqui estão cinco frases que repito praticamente todos os dias, e decidi compartilhar para que você saiba como falar com meu filho adolescente. 1. “Nomeie o que você sente.” Quando o adolescente consegu

Carolina Bittencourt
24 de nov. de 20252 min de leitura
Meu filho está sofrendo bullying. E agora?
Meu filho está sofrendo bullying. E agora? Quando uma criança ou adolescente sofre bullying, quase nunca diz isso com todas as letras. O corpo costuma falar antes: dores de cabeça frequentes, alterações no sono, irritabilidade, resistência para ir à escola, retraimento. Esses sinais são formas de expressão emocional. O bullying ameaça a sensação básica de segurança, que é um pré-requisito para que a criança possa se relacionar, explorar o mundo e construir confiança em si. El

Carolina Bittencourt
19 de nov. de 20251 min de leitura
Como contar aos filhos sobre a separação?
A separação dos pais é uma das situações familiares mais delicadas para uma criança ou adolescente vivenciar. Não porque o divórcio em si seja traumático, mas porque ele implica rupturas, reorganização dos laços e mudanças na rotina. Comunicar essa realidade com cuidado, presença emocional e linguagem adequada à idade é um ato de responsabilidade e amor. Este texto busca oferecer uma orientação sensível e clara sobre como contar aos filhos sobre a separação. Espero que possa

Carolina Bittencourt
18 de nov. de 20252 min de leitura
Como lidar com a separação dos pais? O que acontece com a criança em uma separação?
A separação dos pais pode parecer, para o adulto, um processo de escolha, de crescimento ou de reajuste de vida. Mas, para a criança, o que acontece dentro dela é muito mais profundo: é como se o chão se movesse. Aquela base segura, que dava forma ao mundo, de repente muda — e ela precisa se reorganizar para continuar sendo quem é. O que a Gestalt-terapia nos ensina sobre isso? Na Gestalt-terapia, a gente acredita que o vínculo é um espaço vivo, onde a criança se reconhece e

Carolina Bittencourt
17 de nov. de 20252 min de leitura
Como lidar com a raiva?
A raiva costuma ser vista como algo negativo — uma emoção que precisamos controlar, esconder ou evitar. Mas, na verdade, ela é uma força vital, uma energia que aponta para algo importante: um limite, uma frustração, uma necessidade que não foi reconhecida. Quando olhamos com cuidado, percebemos que a raiva tem muitas faces, e que cada uma delas nos fala sobre um modo diferente de estar no mundo e se relacionar. 1. A raiva que se acumula É aquela irritação que vai crescendo ao

Carolina Bittencourt
10 de nov. de 20253 min de leitura
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