O que fazer quando meu filho erra? Quando já explicamos diversas vezes e a criança continua errando.
- Carolina Bittencourt

- há 19 minutos
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Errar não é um comportamento a ser eliminado.
É um processo natural de desenvolvimento, especialmente na infância, quando as funções executivas, a autorregulação e o pensamento lógico ainda estão em construção. O que muitas vezes interpretamos como “desobediência” pode ser, na verdade, uma combinação de imaturidade, impulsividade típica da fase e falta de repertório emocional.
E isso tem implicações profundas na forma como cuidamos.
Por que a criança erra? Um olhar do desenvolvimento emocional
O cérebro infantil aprende em ciclos curtos, por tentativa e erro, e depende de um adulto que funcione como regulador externo: um modelo de estabilidade. Quando o adulto reage com punição, o medo ativa respostas de defesa. A aprendizagem diminui. A conexão se rompe.
Quando reage com firmeza e gentileza, a criança entra em estado de receptividade. Ela ouve. Ela compreende. Ela aprende.
Disciplina positiva: limites que educam, não que ferem
A disciplina positiva propõe que o erro seja tratado como oportunidade de ensino. Isso envolve:
• validar a emoção da criança;
• estabelecer limites claros e coerentes;
• oferecer consequências naturais;
• ensinar reparação.
É o oposto de permissividade.
É educação ativa, com presença.
Então, o que fazer quando a criança erra?
• abaixe ao nível dela;
• nomeie a emoção;
• ofereça limite claro (“isso machuca, e eu não deixo que machuque”);
• ensine a reparar (“vamos juntos arrumar isso?”);
• retome o vínculo.
Esse processo não enfraquece autoridade. Ele constrói autoridade confiável.
Amor como método educativo
A criança não precisa ser perfeita para merecer amor. Ela precisa de amor para aprender a fazer escolhas melhores. E talvez esse seja o maior lembrete para nós, adultos: o que ensi no na não é a punição, é o vínculo.

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