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Diagnóstico infantil: o que isso realmente significa na terapia do seu filho?

  • Foto do escritor: Carolina Bittencourt
    Carolina Bittencourt
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de jan.

Diagnóstico infantil: o que isso realmente significa na terapia do seu filho?


Diagnóstico infantil: o que isso realmente significa na terapia do seu filho?

Quando uma criança chega à terapia, é comum que os adultos estejam angustiados em busca de uma resposta rápida.

“Ele tem alguma coisa?”

“É TDAH?”

“É emocional?”

“Precisa de diagnóstico?”


Essas perguntas fazem sentido. Elas nascem da preocupação, do cansaço e, muitas vezes, do medo de estar falhando como mãe ou pai. Mas, na clínica infantil, é importante esclarecer uma coisa desde o início: diagnóstico não é rótulo.


Na Gestalt-terapia, diagnóstico não é sobre definir quem a criança é.

É sobre compreender o que ela está vivendo.


Comportamento não surge do nada


Nenhuma criança apresenta um comportamento difícil sem motivo.

A agitação, o choro excessivo, a irritação, a dificuldade de atenção ou as crises são formas que a criança encontra para lidar com algo que ainda não consegue organizar sozinha.


Muitas vezes, o comportamento é uma tentativa de adaptação.

Um jeito possível de pedir ajuda quando faltam palavras, maturidade emocional ou recursos internos.


Por isso, antes de qualquer nome técnico, o trabalho terapêutico busca entender:


  • o que essa criança sente,

  • o que ela tenta comunicar,

  • e em que contexto esse sofrimento aparece.


Criança não existe sozinha


Na infância, não é possível compreender uma criança sem olhar para o ambiente em que ela vive.

Família, escola, rotina, mudanças, expectativas, ritmo da casa — tudo isso influencia diretamente o comportamento infantil.


Na terapia, não se trata de procurar culpados.

Trata-se de entender como o ambiente e a criança estão se afetando mutuamente.


Em muitos casos, o que parece “um problema da criança” é, na verdade, um sinal de que algo no sistema familiar ou escolar precisa de ajuste.


Diagnóstico é processo, não momento


Diferente do que muitas pessoas imaginam, o diagnóstico em psicoterapia infantil não acontece em uma única sessão.


Ele vai sendo construído aos poucos, conforme:


  • a criança se sente segura,

  • o vínculo com o terapeuta se estabelece,

  • o brincar acontece de forma espontânea,

  • e o profissional observa como a criança se organiza emocionalmente.


O terapeuta observa o modo de contato, o corpo, o ritmo, as reações às frustrações, a forma de pedir ajuda e de se proteger. Tudo isso comunica muito mais do que respostas diretas a perguntas.


E a devolutiva para os pais?


Quando chega o momento de conversar com a família, o objetivo não é “dar um diagnóstico fechado” para encaixar a criança em uma categoria.


A devolutiva serve para:


  • ampliar a compreensão sobre o que a criança está vivendo,

  • ajudar os pais a enxergarem novas formas de apoio,

  • e construir caminhos para que a criança sofra menos e se desenvolva melhor.


Um bom diagnóstico não limita.

Ele abre possibilidades.


O foco não é o rótulo, é o cuidado


Na Gestalt-terapia com crianças, diagnosticar é um ato de responsabilidade ética.

É sustentar um olhar cuidadoso, respeitoso e profundo sobre a infância.


Portanto, sobre diagnóstico infantil e o que isso realmente significa na terapia do seu filho: o objetivo final nunca é responder “o que meu filho tem”. Mas sim: “do que meu filho precisa agora para crescer com mais segurança, autonomia e confiança?”

 
 
 

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Psicóloga Carolina Bittencourt | CRP 05/64826 | Atendimento presencial na Barra da Tijuca e online em todo o Brasil

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