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Criança precisa mesmo de terapia?

  • Foto do escritor: Carolina Bittencourt
    Carolina Bittencourt
  • 2 de jan.
  • 3 min de leitura

Mas criança precisa mesmo de terapia?


Criança precisa mesmo de terapia? Essa é uma das perguntas mais comuns feitas por pais e responsáveis, e também uma das mais difíceis de responder de forma simples. Geralmente, ela aparece acompanhada de outras dúvidas: “Será que é exagero?” “Isso não passa com o tempo?” “Não estou patologizando meu filho?”

A verdade é que essa pergunta raramente surge do nada. Ela costuma aparecer quando algo já não vai bem.


Quando os pais começam a se perguntar isso?

Pais costumam buscar essa resposta quando percebem mudanças no comportamento da criança, como:

  • crises emocionais frequentes ou intensas

  • agressividade ou isolamento

  • dificuldades na escola

  • regressões (voltar a fazer xixi, chupar dedo, medo excessivo)

  • queixas físicas sem causa médica clara

  • tristeza persistente ou irritabilidade constante

Nesses momentos, a dúvida não é apenas sobre terapia. É sobre como ajudar sem errar.


Criança faz terapia pelo mesmo motivo que adulto?

Não. E aqui está um ponto fundamental. A criança ainda está construindo sua forma de sentir, pensar e se relacionar com o mundo. Muitas vezes, ela não consegue nomear o que sente, mas expressa isso no corpo, no brincar ou no comportamento.


A terapia infantil não tem como objetivo “consertar” a criança, mas oferecer um espaço onde ela possa elaborar emocionalmente aquilo que ainda não consegue explicar em palavras.


Terapia infantil é só para casos graves?

Essa é uma ideia bastante comum e bastante equivocada. Nem toda criança que faz terapia está em sofrimento intenso ou possui um diagnóstico. Muitas chegam à clínica porque estão atravessando momentos difíceis da vida, como:

  • separação dos pais

  • luto

  • mudanças importantes (escola, cidade, rotina)

  • dificuldades de socialização

  • sobrecarga emocional precoce

Nesses casos, a terapia atua de forma preventiva, ajudando a criança a se organizar emocionalmente antes que o sofrimento se intensifique.


“Mas isso não faz parte da infância?”

Faz. A infância também envolve frustrações, perdas, limites e adaptações. A questão não é evitar que a criança viva essas experiências, mas como ela está lidando com elas e se tem apoio emocional suficiente para atravessá-las.


Quando esse apoio não é possível no ambiente familiar ou escolar, a terapia pode se tornar um espaço seguro de escuta, acolhimento e construção emocional.


Então, criança precisa ou não de terapia?

Nem toda criança precisa de terapia. Mas toda criança precisa ser levada a sério emocionalmente. Quando o sofrimento é recorrente, quando o comportamento começa a limitar o desenvolvimento ou quando os adultos ao redor já tentaram de tudo e continuam se sentindo perdidos, a terapia deixa de ser exagero e passa a ser cuidado.


Talvez a pergunta mais importante não seja se a criança precisa de terapia, mas: o que acontece com uma criança quando ninguém a ajuda a entender o que ela sente?


Quando procurar uma psicóloga infantil?

Você pode considerar buscar ajuda profissional se:

  • sente que algo não vai bem, mesmo sem saber explicar exatamente o quê

  • percebe que o sofrimento do seu filho se repete ou se intensifica

  • você, como adulto, está exausto e sem recursos para ajudar

  • a criança parece carregar emoções grandes demais para lidar sozinha

Confiar nessa percepção não é fraqueza. É responsabilidade emocional.


Se você chegou até aqui, talvez essa pergunta já esteja te acompanhando há algum tempo. Buscar orientação profissional não significa rotular seu filho , significa cuidar do desenvolvimento emocional dele com respeito e atenção.


Se quiser conversar sobre isso, entender melhor se a terapia infantil faz sentido para a sua realidade ou apenas esclarecer dúvidas, você pode entrar em contato comigo. Às vezes, uma conversa já ajuda a organizar o que hoje parece confuso.

 
 
 

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