Meu filho está sofrendo bullying. E agora?
- Carolina Bittencourt

- 19 de nov.
- 1 min de leitura
Meu filho está sofrendo bullying. E agora?
Quando uma criança ou adolescente sofre bullying, quase nunca diz isso com todas as letras. O corpo costuma falar antes: dores de cabeça frequentes, alterações no sono, irritabilidade, resistência para ir à escola, retraimento. Esses sinais são formas de expressão emocional.
O bullying ameaça a sensação básica de segurança, que é um pré-requisito para que a criança possa se relacionar, explorar o mundo e construir confiança em si. Ele mexe na autoestima, na percepção de valor e na possibilidade de contato. Por isso, identificar cedo é fundamental.
O primeiro passo é abrir espaço para um diálogo sem julgamento. Evite perguntas interrogativas (“o que você fez?”) e prefira nomeações sensíveis:
“Eu percebi que você tem evitado a escola. Quero entender o que está te deixando assim.”
Essa abordagem reduz a defesa, aumenta a sensação de presença e sustenta o vínculo.
Busque conversar com a escola para entender o contexto, documente episódios e ofereça suporte emocional contínuo. A intervenção psicológica pode ajudar seu filho a reconstruir segurança interna, expressão emocional e estratégias de contato, elementos fundamentais para que ele não carregue essa experiência como uma narrativa de menos-valia.
Bullying não é uma fase. É uma ruptura.
E toda ruptura pode ser cuidada com presença, acolhimento e suporte adequado.

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